7 tendências para e-learning em 2018 e uma que você provavelmente nunca ouviu falar

Talvez você já tenha lido algo sobre tendências em e-learning para 2018 e, propositadamente, esperei um pouco para falar sobre isso por aqui; primeiro porque, a essa altura do campeonato, as ideias já estão assentadas na sua cabeça e, segundo, para te trazer um alívio.

A gente começa a ler sobre esse assunto e pensa de cara que para estar atualizado precisa usar tudo o que é tendência, e não! Você pode usar ou deixar de usar determinada estratégia de e-learning por vários motivos: adequação ao orçamento da área pagante, aderência ao objetivo de aprendizagem, maturidade da cultura de e-learning na sua empresa… E esses são apenas alguns dos pontos mais importantes do que qualquer grande onda do momento!

Antes de decidir por uma tendência é preciso pensar:

– no impacto do treinamento no negócio

Os resultados do treinamento aplicado precisam ser rapidamente percebidos e, para isso, os objetivos de aprendizagem e de desempenho precisam estar alinhados a KPIs bem definidos e visíveis numericamente, por exemplo: aumento das vendas em 10%, redução do atraso nas entregas em 20 minutos, aumento do NPS em 2 pontos e por aí vai.

– na análise dos dados

Treinar e não analisar a efetividade do treinamento é loucura e desperdício de energia e dinheiro. Se não há tempo para analisar as conquistas de um curso, então esse curso não é importante. #SinceridadeModeOn

Por isso é importante contar com relatórios consistentes do seu LMS, falei um pouco sobre isso aqui.

Bom, então, por fim, listo abaixo o que entendo que está em alta para esse ano.

Tendências para o e-Learning em 2018

  • MOBILE LEARNING COM MICRO LEARNING E VICE-VERSA

A gente está sempre com o celular na mão, checando mensagem, Facebook, Instagram… as empresas precisam se aproveitar disso e colocar conteúdo na mão e à mão de seus funcionários.

Idealmente aliado a treinamentos curtinhos ou fragmentados é uma estratégia com grande potencial de retenção de conhecimento. E de grão em grão, você pode construir uma trilha de minicursos interessante e uma jornada agradável para o aluno.

E se você usa ferramenta de autoria aí na sua empresa, ela provavelmente já prepara cursos responsivos, dá uma olhada. 😉

Pode haver alguma resistência por parte deles em usar seus pacotes de dados para verificar um conteúdo da empresa… mas é só liberar o wi-fi e fica tudo lindo! Claro, é importante que o ambiente de treinamento esteja preparado para ser acessado via app.

  • ADEQUAÇÃO DO PRESENCIAL AO ONLINE

Muito por conta de orçamentos cada vez mais enxutos, a liderança vê no treinamento on-line uma oportunidade de atingir mais pessoas e evitar custos indiretos, como transporte, hospedagem e alimentação.

Cabe uma análise criteriosa dos objetivos e da aderência da estratégia. É possível que toda a parte conceitual do curso seja online e o aluno vá para a sala de aula para estudos de caso ou debates, fazendo um blended learning. Ou ainda que todo o treinamento presencial passe a ser on-line, como no caso de um treinamento de processos ou simulação de sistemas.

Vale ressaltar que há casos em que o treinamento deve ser presencial (pelo menos boa parte dele), como quando envolve mudança de comportamento ou quando assim é exigido por órgãos reguladores ou, ainda, quando envolve temas críticos, como segurança de voo ou primeiros socorros, por exemplo.

  • ON THE JOB TRAINING (OJT)

Adultos aprendem fazendo! Estenda o aprendizado para o posto de trabalho. E podemos ajudar isso desenvolvendo materiais e treinamentos cursos acessíveis no exato momento da necessidade, seja como material complementar seja como curso completo.

  • GAMEFICATION

Não é game, é pegar emprestado elementos de game e aplicar no treinamento, atribuindo pontos, recompensas e feedbacks contínuos. Tem gente por aí que tem curso com um tabuleiro no background pagando preço de desenvolvimento de game…

Game e gamefication são coisas diferentes!
Game e gamefication são coisas diferentes!

Essa estratégia pode – e deve – ser usada em treinamentos mais sérios, como Compliance, por exemplo.

  • VÍDEO INTERATIVO

O youtube está aí para provar que aprender em vídeo é eficiente, quantas vezes você mesmo recorreu a um youtuber para saber o que fazer? Em treinamento o que pode ser chato é um vídeo longo, em que o aluno fica passivo, mas o vídeo interativo minimiza isso com intervenções e tomada de decisão por parte do aluno.

Uma boa saída é formar uma trilha de conhecimento com os vídeos gratuitos disponíveis por lá 🤑  , basta ter uma boa curadoria de conteúdo.

  • FERRAMENTAS DE AUTORIA

Se você não tem um designer instrucional na sua equipe, pense bem! Pode ser financeiramente muito vantajoso ter a opção de desenvolvimento interno de cursos relativamente mais simples em termos gráficos.

Recentemente conheci uma ferramenta de autoria, o Applique, que permite rápida criação de e-learning com um bom acabamento gráfico e, ainda melhor, de uso bem intuitivo. Se você precisa desenvolver um rapid learning, recomendo que procure a Mobiliza e conheça o que eles oferecem.

  • REALIDADE VIRTUAL/AUMENTADA

É imersão que você quer? Aposte em RA/RV. Seu treinamento envolveria estar em um ambiente perigoso ou situação de risco? Busque por RA/RV.

Ainda é caro e tem cronograma largo, mas faça as contas e veja se a economia proporcionada pelo treinamento não cobre os custos.

Quer saber a diferença entre essas realidades? Deixa aqui nos comentários #RVRA e faço um post só sobre isso 😉


Se você precisa de ajuda para entender melhor cada uma dessas estratégias de treinamento, podemos marcar um encontro e falar mais, o que acha?

Meu email é falecom@learnspace.com.br e meu whatsapp é 11 9 6120-7743


Bom, de uma maneira ou de outra tudo isso já está amplamente difundido no mercado, mas ainda tem uma coisa que, provavelmente, você ainda não conhece e que vale super a pena:

  • LTI – LEARNING TOOLS INTEROPERABILITY

Trata-se de um padrão criado pela IMS Global Learning Consortium de especificações técnicas que permite conectar aplicações distintas a um LMS. Imagine que você quisesse que seu aluno acessasse um jogo do Google Play e que isso contasse pontos dentro da sua trilha de aprendizagem no LMS, com o LTI isso é possível… demais, né?!

Quem certamente já trabalha com isso é a webAULA, eles podem te ajudar com esse tema. Se você não conhece ninguém por lá, me avisa e eu te ponho em contato, tá bom?

 

Você acrescentaria mais alguma tendência a essa lista?

Me conta aqui embaixo!

 

=== esse post não é um publieditorial===

As empresas que cito aqui não me pagaram nada por isso. Quando o post for resultado de uma ação comercial, você saberá. Isso faz parte da transparência desse blog com seus leitores, combinado?!

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