Microlearning de uma maneira que você nunca viu!

Imagine a seguinte situação:

Um representante farmacêutico está prestes a entrar na sala do médico para apresentar um novo medicamento, lançamento milionário e exclusivo do seu laboratório. Mas ele esqueceu uma informação importante! Ele acessa rapidamente o LMS no seu tablet, encontra o curso que falava justamente desse tema e agora é só procurar a informação que ele precisa ali no meio daquelas 60 telas!

Tela 1, 2, 3… 10, 11… o médico chamou!

Você já pode imaginar o final triste dessa história, sim?

O público-alvo está em constante deslocamento? Têm pouco ou nenhum tempo para estar em sala de aula? Pouco acesso a computadores? Ah, mas eles têm um smartphone…

Isso pode ser uma boa pista para adotar o microlearning.

Começando do começo

Você pode ter visto esse termo em vários artigos por aí, sendo citado como tendência e tal… mas isso não quer dizer que o microlearning surgiu agora.

O que acontece é que o marketing educacional curte uma gourmetização de termos, sabe? #TrabalhandoComVerdades

E eles sabem das coisas: você prefere comprar uma solução de pílula de conhecimento ou uma solução de microlearning?

Pílula parece meio pobrinho, né… então vamos de microlearning.

Microlearning ou pílila de conhecimento?
Entendedores entenderão

Nada contra, ninguém gosta de ter nome feio (eu escapei de me chamar Escolástica)… mas saiba que é a mesma solução, tudo bem?

Porque usar o microlearning?

É fato que a nossa atenção é disputada o tempo todo por vários assuntos (talvez você tenha outras tantas abas abertas aí na sua tela) e, assim, não temos permanecido atentos por muito tempo; segundo uma pesquisa da Microsoft, realizada em 2015, um peixe dourado é mais atenta do que a gente 🤔

Mas isso não é privilégio dos nossos tempos, não, meus caros… lá em 1885, um psicólogo alemão, Herman Ebbinghaus, já estava estudando essa questão de por quanto tempo armazenamos uma informação, e ele chegou a uma equação simples 😕:

R= e- t/s

Basicamente, o que ele diz é que a gente esquece as coisas se não temos contato novamente com o tema.

Veja no gráfico que a retenção de 70% de um conteúdo, passados cerca de 30 dias, cai para menos de 10% de espaço na nossa memória.

Microlearning e a curva de retenção
Fonte: Blog Gran Cursos Online

Então a situação está crítica, minha gente, a gente não presta atenção e depois não lembra…

~ se você prestou atenção até aqui, comenta #SempreAlerta ali embaixo ~

Logo, disponibilizar cursos cada vez mais curtos pode ser uma solução interessante justamente por esses dois motivos:

  1. Usamos o melhor da nossa atenção

Para alguns, 8 segundos, para outros, 8 minutos… seja como for, a atenção está curta.

  1. Podemos reforçar a informação constantemente sem parar muito tempo para isso.

Volte no gráfico e veja que o percentual de retenção aumenta se fizermos revisões constantes.

Então tá, e afinal, quanto tempo dura um microlearning?

Ele deve ter duração entre 2 e 5 minutos.

Pode ser um pouco menos? Pode! Pode ser um pouco mais? Pode! Mas não muito!

A minutagem não deveria ser o seu norteador, os seus olhos devem estar em:

– ser curto e objetivo o suficiente para que seja digerido de uma vez só (por isso chamava pílula);

– ser orientado para a ação e a prática.

Mas, atenção!

Alguns gênios do marketing educacional dizem que para fazer microlearning basta fragmentar um curso longo em pequenos cursos… eu sou contra essa “definição”.

Não é bolo para sair fatiando e achar que as pessoas estão satisfeitas…

O microlearning é um curso em si. Logo deve ter um objetivo de aprendizagem, ser completo, entende?

Ah, mas eu não posso fazer vários microlearnings?

Pode, desde que seja algo como uma trilha de conhecimento, que tem um objetivo de aprendizagem geral e cada microlearning tenha seu objetivo de aprendizagem específico.

E quais formatos um microlearning pode ter?

Pode ser:

– e-learning de cerca de 5 telinhas

– podcast

– vídeo (whiteboard, animação, simulação…)

– infográfico

– PDF animado

– e-book

O ideal é aquele que seja mais acessível ao aluno quando ele precisa. Se ele trabalha em ambientes barulhentos, evite os que utilizam áudio, por exemplo.

Benefícios do microlearning

Para os alunos

– informação e formação rápidas;

– aplicação imediata do conhecimento;

– foco na aprendizagem;

– melhora a retenção do conhecimento;

– facilidade de acesso (mobile friendly).

ATENÇÃO AQUI: o ideal é que a sua plataforma tenha um app, assim a experiência do usuário fica mais interessante… mas se não tiver, tudo bem, é só explicar direitinho que o acesso será via browser; ou ainda, se não quiser ou não tiver um LMS, siga assim mesmo!

Para a empresa

– desenvolvimento e disponibilização mais rápidos;

– mais fácil de atualizar;

– alto impacto;

– maior taxa de adesão;

– mobilidade (mobile friendly, o equipamento já está com o aluno);

– valor do investimento e tempo de desenvolvimento proporcionalmente menores se comparados a cursos com cargas horárias elevadas;

– foco no resultado.

Quando o microlearning não é uma boa ideia…

Se o conteúdo do curso envolve a aprendizagem de um processo complexo, se há muitos conceitos envolvidos e inter-relacionados… então é melhor pensar em outra solução.

Da mesma forma, se o caso é a construção de uma habilidade nova, evite o microlearning.

Mas, ainda assim, você pode usar essa estratégia como um apoio e reforço do aprendizado.

Para não errar, fique de olho!

  1. Não exagere no volume de informação
  2. Não aborde ideias complexas
  3. Foque no objetivo de aprendizagem, não na duração do curso

Dica de ouro

Você precisa resgatar um conhecimento e o dono do conteúdo te pede que reative o curso que está na plataforma para que os alunos refaçam o treinamento de 1 hora que eles já fizeram antes… Talvez o de Compliance, que costuma ser um curso recorrente.

Microlearning, porcionando um conteúdo

Figurinha repetida não completa álbum… as chances de o aluno simplesmente avançar telas, pensando “por que isso de novo?”, desacredita completamente o projeto.

 

Então analise esse curso e verifique a possibilidade de porcionar o conteúdo oferecendo microlearning, observando tudo o que falamos até aqui.

 

Se você utiliza ferramenta de autoria, como o Applique da Mobiliza, então você pode desenvolver essa solução a um custo baixo usando as imagens de seu próprio banco para dar uma cara nova a cada microlearning.

 

Ficou alguma dúvida?

Deixa aqui nos comentários e a gente conversa!

7 Comentários


  1. Muito bom o post. #SempreAlerta. Kkkkkk.
    Parabéns pelo trabalho. Estou adorando.

    Responder

  2. Oi, Soani! Achei super interessante! Queria ter lido isso na semana passada, pois estava fazendo um trabalho da pós pensando num microlearning, mas acabei mudando de ideia… Seus textos são incrivelmente leves e esclarecedores! Obrigada por compartilhar seu conhecimento… #QuaseSempreAlerta

    Responder


  3. Comecei a acompanhar o blog há pouco tempo. Gostei do conteúdo e das dicas.
    Gostaria de receber informações sobre as lives. Obrigada.

    Responder

    1. Oi Silvana!
      Que bom ter você por aqui!
      Para receber os próximos conteúdos gratuitos, deixe seu email ali no banner acima ou na lateral do blog.
      Assim posso te enviar tudo o que for publicado por aqui e mais algumas novidades que virão por aí.
      Sobre as lives, provavelmente falarei delas na newsletter, mas você pode ficar atenta também aos canais da learnSPACE no youtube, Facebook e Instagram, ambos como @learnspacebr
      E qualquer dúvida, é só me chamar no email falecom@learnspace.com.br
      Bjs,

      Responder

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