Modelo ADDIE: o D de Design

No post anterior falei um pouquinho sobre o Modelo ADDIE e tratei o A de Análise.

Hoje trago o primeiro D, de Design. E neste caso, design não tem a ver com desenho, como muitas vezes é traduzido. A Prof. Vani Kenski explica isso muito bem na introdução do seu livro Design Instrucional para cursos on-line ao falar sobre o Design Instrucional, e aqui se aplica mesmo:

“…foi no idioma inglês que [design] ganhou o sentido atual – que é o processo de dar origem e desenvolver um projeto em todas as suas fases e especificidades.

Assim, estamos falando de design como um processo de idealização, criação, desenvolvimento, configuração, concepção, elaboração e especificação de algo direcionado para o uso. Essa é uma atividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou um objetivo, ou para a solução de um problema.”

Muito bem dito! Muito amor pela Vani  ❤

Isto posto, vamos ao primeiro D do ADDIE.

Depois de haver coletado todas as informações necessárias na Análise e elaborada a proposta de solução educacional, estamos prontos para seguir com o planejamento da solução.

Os objetivos desta etapa são:

  • definir a estrutura do curso
  • selecionar a melhor estratégia de aprendizagem
  • determinar o melhor formato de avaliação do aluno.

 

Estrutura do curso

Sequência de abordagem do conteúdo e construção do conhecimento

É muito importante que o conteudista ou o especialista no tema apoie o DI na seleção dos tópicos que serão abordados e como será o encadeamento dos temas. Muitas vezes, o designer instrucional propõe uma estrutura e ela será validada quando acontecer a validação do roteiro… pode ser também, mas você ganha tempo lá na frente se ele te ajudar nessa definição logo de cara.

Estratégia de aprendizagem

Abordagem e o formato utilizado

Aqui você deve considerar o perfil do público (por isso fez tantas perguntas lá atrás na Análise) para determinar a melhor forma de alcançar essas pessoas.

Algumas sugestões:

e-Learning: solução mais tradicional, mas que pode ter diferentes níveis de complexidade.

micro-Learning: antes eram chamadas de pílulas de conhecimento, daí rolou um raio gourmetizador e virou micro-learning; conhecimento mais compactado, bacana para passar informações de maneira rápida para alunos que têm pouco tempo ou estão sempre em trânsito, como vendedores ou propagandistas, por exemplo.

vídeo-Learning: solução em vídeo, bacana para mostrar procedimentos mais complexos,  difíceis de visualizar em uma descrição.

Enfim, a ideia desse post não é descrever soluções… mas deu para captar a ideia, sim? Em outra oportunidade entro nesse tema.

E aqui tem uma tarefa muito legal: escolher a “cara” do curso (é usado um documento chamado Proposta de Identidade Visual): tem personagem? Como serão as ilustrações? Qual o traço (cartoon, realista, HQ…)? Usaremos fotos? Haverá aplicação de ilustração nas fotos?

E também é hora de definir como será a comunicação com o aluno: mais técnica, informal, voz passiva, inclusiva, se é necessário ter locução, se haverá tutor etc.

Avaliação

Medir o ganho de conhecimento

Existe uma discussão sobre o momento de elaborar a avaliação/prova do curso: se no início do processo, quando fazemos o roteiro, ou lá no final, quando o curso está validado.

Penso que não há um certo ou errado nesse caso. Se o conteúdo está “redondo”, é melhor entregar para validação junto com o roteiro; se o conteúdo ainda está um pouco nebuloso, deixa para fazer depois da validação do curso, quando todos os ajustes já tiverem sido feitos, e poupa retrabalho, entendeu?

O importante é que a avaliação proporcione mensurar o alcance dos objetivos de aprendizagem do curso.

De qualquer maneira, a Avaliação faz parte do Design no ADDIE.

 

O principal resultado dessa fase é o roteiro do curso, ou storyboard como também é chamado, e que será a base para a próxima etapa, a de Desenvolvimento.

 

Nos vemos lá!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *